Com aproximadamente 2 quilômetros de extensão, areia branca nem tão fofa, ideal para corridas, caminhadas e jogos coletivos, como o vôlei de praia; perfeita para o surfe e outros esportes aquáticos, além de uma exuberante porção de natureza nativa.  Assim é a praia do Guaecá, na Costa Sul de São Sebastião, uma das mais populares da cidade.  Por não ser tão distante do centro, é queridinha   por moradores e turistas. Repleta de jovens, quem caminha pela praia – de um canto ao outro – também percebe que a areia muitas vezes se torna o palco perfeito para paquerar, ou simplesmente ficar sob o sol, curtindo momentos de romance entre os casais.

Por sua característica nativa, a praia não possui muita infraestrutura, como banheiros e locais para comer, apenas alguns vendedores ambulantes com porções diversas, pastéis, bebidas, açaí e sorvete. Para os veranistas predomina a opção de “trazer de casa” o que será consumido na areia. “Trazendo de casa é até uma forma de gastar menos”, diz a turista Bruna Tavares, que, sempre que pode, aproveita para descansar e curtir os dias ensolarados no Guaecá.

O mar é o maior atrativo na praia, que é uma das preferidas pelos surfistas e outros atletas de esportes aquáticos. “O Guaecá é meu quintal. O mar aqui reúne condições ideais [com ondas agressivas] para o treinamento antes das competições”, conta a campeã de SUP Race, Aline Abad Mota, 39, que mora em São Sebastião e, desde que começou a competir, coleciona títulos na modalidade. Ela conhece diversas praias e, com propriedade, diz que a praia sebastianense não deve nada para nenhuma outra praia importante do Brasil e do mundo. “Aqui [no Guecá] existem muitas características parecidas com a Mole [praia de Florianópolis] e também com as da Califórnia, nos Estados Unidos”.

Aparentemente calmo em dias sem ondas, o mar é um convite para se refrescar. Mas o Grupamento de Bombeiros Marítimo alerta os banhistas para ficarem atentos às placas de sinalização, que indicam os pontos perigosos, em que se encontram as áreas de repuxo e correnteza. “Água no umbigo, sinal de perigo”, dizem os guarda-vidas que estão de prontidão, sempre atentos, por toda a praia.

(Por Marcello Veríssimo)
Fotos: Marcello Veríssimo