Seu Agripino no aniversário de um ano do neto Juliano, hoje com 26, ao lado de sua esposa Zulmira (já falecida)

“Caiçara da terra, muito querido por todos”. Assim o fotografo Edivaldo Nascimento resume o perfil e a saudade do pai Agripino José do Nascimento, que faleceu em 1992, aos 87 anos. Pai de nove filhos, entre eles Edivaldo, “Pininho”, como era chamado pelos amigos, morreu em decorrência de complicações na saúde, mas que, segundo Edivaldo, na época os médicos também disseram ter sido causadas pelo cigarro. “Ele só parou de fumar aos 75 anos, com medo. O cigarro mata. Na época, fumava aquele cigarro sem filtro”, diz o filho.

Enquanto vivo, porém, seu Agripino aproveitou a vida. Trabalhou na antiga Alfândega, hoje Receita Federal. Como a maioria dos antigos caiçaras, tinha paixão pela pesca. “Pescava pela tradição, por paixão e por sobrevivência. Naquele tempo, não existiam tantas facilidades como hoje em dia”, conta Edivaldo.

Além da pesca, outra paixão de Pininho era a música. Foi integrante da Banda Municipal de São Sebastião, durante muito tempo, diz Edivaldo, o filho, conhecido por seu conhecimento histórico sobre a cidade e seus registros fotográficos. “Ele [Agripino, pai de Edivaldo] tocou na banda desde os anos 20, até finais de 1962, quando a banda parou, e depois voltou no início dos anos 80, na gestão do Décio Galvão”, completa Nascimento.

No último dia 31 de março, completaram-se 25 anos de falecimento de Agripino. Edivaldo relembra que, por conta de seu pai ter sido muito querido, o ex-vereador Macalé, na década de 90, sugeriu para que o nome dele fosse dado a uma rua no bairro da Vila Amélia. “Aqui [neste instante da entrevista aponta para a direção da penúltima rua] era só mato, tudo roça”, diz. “A gente não pediu nada, foram eles que sugeriram”. “Como por muito tempo ficou só no papel, a placa com o nome foi colocada na gestão do prefeito João Siqueira”.

Hoje a Rua Agripino José do Nascimento é o endereço da faculdade de São Sebastião.

(Por Marcello Veríssimo)
Foto: Acervo da família.