
Dizem que todo ser humano, para ter uma existência plena, deve plantar uma árvore, deixar uma descendência e escrever um livro. Concordo, mas penso que também deve deixar um resumo da própria essência para os sobreviventes à sua morte: um epitáfio. Eis o meu:
Há três tipos de déspotas:
O que tiraniza o corpo: O Príncipe;
O que tiraniza a alma: O Papa;
E o que tiraniza o corpo e a alma: O Povo.
(Oscar Wilde)
Nunca fui príncipe.
Nunca fui Papa.
Nunca fui povo.
Nunca fui, aliás.
Fluí.
Nesse fluir, busquei deixar rastros de um anelo que
(Odair Bruzos)
Por Odair Bruzos. Publicado na edição 458 da Revista Ria (https://riarevista.com.br/100palavras) de 25/03/2017
